Para todas nós, mães executivas, o momento de retornar ao trabalho vem sempre com uma grande dúvida: Babá ou Berçário?Se você faz parte do universo de mães que não podem ou não querem contar com  ajuda familiar  para cuidar de seu maior tesouro no pós licença maternidade, você terá que escolher entre essas duas opções.

O que é mais importante para você?  Atenção ou Estímulo?

Como o foco aqui é o bem estar do bebê para que você possa ir trabalhar tranquila todos os dias, o primeiro passo é pensar que tipo de cuidado você quer que ele tenha: atenção total ou estímulo total.

A Babá terá todo o tempo do mundo para cuidar e estar com seu filho. Vai trocar a fralda quantas vezes forem  necessárias, fazer papinhas especiais de acordo com o que ele está sentindo naquele dia, fazê-lo dormir no escurinho, com musiquinha, mamadeira e o mais importante, no silêncio. Vai cantar para ele, levar para tomar solzinho e dar vários banhos no verão.

É o cuidado baseado no conforto, onde a criança não vai passar absolutamente nenhuma necessidade  física, mas terá estímulos limitados.

O Berçário vai proporcionar ao seu filho outras coisas, sendo a principal delas, a independência. Ele terá estímulos visuais e motores, noções de compartilhar  e uma rotina bem estabelecida. Terá atividades dirigidas  de acordo com sua faixa etária e capacidade. Será estimulado o dia inteiro com pessoas especializadas nisso.

É o cuidado baseado no estímulo onde a criança terá a sua disposição especialistas em pedagogia, os amiguinhos, situações diferentes todos os dias, mas com o conforto limitado.

Pegue uma planilha e faça contas!

Segundo ponto não menos importante, é a questão financeira.

No Brasil, as duas opções requerem um grande esforço financeiro dos pais.

No caso da Babá, além de todos os encargos com salário e impostos, você deve colocar na conta o fato de se ter mais uma pessoa na casa. É uma pessoa a mais para comer, beber, para acender a luz e dar descarga, dependendo do acordo, até uma pessoa a mais para tomar banho.

O Berçário não fica muito atrás já que é a etapa mais onerosa do ciclo de vida escolar da criança. São menos crianças em sala do que nos anos seguintes (maternal e jardim), mais tias para cuidar, berços individuais e banho. Também deve ser colocado na conta a comida que você vai levar para a escola ou contratar da escola, que na maioria das vezes é à parte.

Ao concluir qual opção é a que faz mais sentido para você, financeiramente, passamos para o próximo ponto:

Logística, Suporte e Plano B: Todo mundo precisa!

Se vai optar pelo berçário, analise com muito critério onde fica a escola e qual seria o impacto de levar e buscar seu filho todos os dias no seu trajeto para o trabalho. Procure saber o horário de entrada e saída dos portões para calcular os tempos corretamente. Lembre-se que a maioria dos berçários tem um horário limite para a retirada das crianças. Já vi acontecer muitas vezes, minhas amigas que são mães executivas ficam nervosas para chegar na escola antes de fechar porque não conseguem sair da empresa  no horário. Se sabe que não vai dar, procure opções e PEÇA AJUDA! Contrate uma perua, peça para os avós, tios e amigas. Só não vale se estressar todos os dias indo buscar seu filho na escola!

Se a opção for a Babá, a logística é menos complicada, mas tenha em mente possíveis faltas e atrasos. Também é preciso considerar as leis trabalhistas que limitam a jornada em 40 horas semanais. Passou disso, já teria que pagar horas extras. Para as Mães que tem uma flexibilidade de horário maior ou mesmo que tenham opção de home office, a opção da Babá pode ser muito tentadora.

Em qualquer das opções, devemos ter muito claro todos os planos B no caso da sua ajuda diária escolhida falhar.

Se seu filho ficar doente e não puder ir para a escola?

Se a babá tiver um problema e faltar?

Estar preparada para essas situações evita o stress e seu dia com certeza será mais produtivo!

E aí? Difícil não é? Se esse post te deixou mais na dúvida ainda, faça testes. Não existe uma fórmula de sucesso. O que existe é o que é melhor para você e sua família. Não se cobre e não se culpe, pois seu filho sempre saberá que tudo o que você está fazendo é para a felicidade dele.

Boa Sorte!

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